Espinha na adolescência: como se livrar delas

A espinha na adolescência é mais do que uma inflamação na pele. Elas podem acarretar problemas psicológicos e sociais. É um assunto que deve ser levado a sério!

Alessandra Guimarães

Jornalista e Gestora de Conteúdo

35 artigos


6 de dezembro de 2020

Para o adolescente, não há coisa pior do que uma espinha no rosto. Mesmo que a espinha na adolescência seja algo comum – afetando cerca de 85% – não deixa de ser uma realidade desagradável na vida dos mais novos.

Aliás, conviver com espinha na adolescência não compromete apenas a saúde da pele mas pode acarretar consequências emocionais como afastamento social, ansiedade, depressão e baixa autoestima.

Por isso, as acnes devem ser tratadas quando começarem a aparecer no rosto. Geralmente, elas dão as caras aos 11 ou 12 anos.

No caso, se as espinhas forem persistentes, o tratamento deve perdurar até a vida adulta. O tratamento contra a acne para ser eficaz envolve limpeza de pele profunda, uso de medicamentos, esfoliação e mudanças na alimentação.

As espinhas chegam cedo: na faixa dos 11 e 12 anos (Persistence Market Research – PMR)

De onde vem as espinhas?

Com toda a certeza, ter espinha na adolescência é praticamente um requisito ao passar por esta fase. Infelizmente elas vão surgir e vão incomodar. Por isso é importante entender como as espinhas surgem.

Bom, as espinhas nada mais são do que uma lesão causada pelo aumento da produção de sebo, que se originam nas glândulas sebáceas.

Com isso, a pele fica com excesso de oleosidade, que obstrui os poros e faz aumentar a reprodução de bactérias.

Assim, esse processo faz surgir os comedões, popularmente conhecidos como cravos. E a inflamação desses cravos são as espinhas.

A fim de que as espinhas não dominem o rosto e outras parte do corpo (geralmente costas e peito), é necessário controlar a oleosidade da pele, porque é ela quem desencadeia todo o processo inflamatório.

A acne é uma doença desencadeada por múltiplos fatores como hereditariedade, predisposição genética, produção dos hormônios sexuais, infecção por bactérias e até estresse.

O uso de alguns alimentos (gordura, doces e farinha branca), medicamentos (corticoides), limpeza inadequada da pele e hábitos como dormir de maquiagem, potencializam o surgimento das espinhas.

Além disso, pessoas com pele oleosa não devem usar produtos – como loções, maquiagem, hidratantes – gordurosos, pois eles também desencadeiam o surgimento da acne.

Espinha na adolescência: como lidar?

Ter espinha na adolescência é algo certo, por conta da produção dos hormônios. Além disso, o estresse emocional também é um fator que desencadeia a acne, em adolescentes e também em mulheres na fase adulta.

Inclusive, alguns estudos associam o surgimento das espinhas no período de avaliação escolar. Por isso, vale controlar os estresse nestes momentos.

Então como lidar com as espinhas da adolescência?

Primeiro, existem diversos tipos de tratamento para a acne, dependendo da intensidade do problema. E para encontrar o tratamento ideal é necessária a avaliação de um médico.

Mas existem algumas recomendações importantes de como prevenir – ou amenizar – o surgimento das espinhas. E aqui vão elas:

Limpeza de pele

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, primeiro passo é fazer a higiene adequada da pele, usando um sabonete indicado para pele acneica ou oleosa.

Ter espinha é algo normal da adolescência, mas elas devem ser tratadas com especialista
Ter espinha é algo normal da adolescência, mas elas devem ser tratadas com especialista

Mas cuidado: a limpeza excessiva também pode irritar a pele e causar lesões. Duas vezes ao dia – quando acordar e na hora de dormir – é o suficiente para promover uma boa limpeza na pele.

Essa limpeza deve ser feita com água em temperatura ambiente, com movimentos suaves e secagem com toalha macia.

Assim também, não se deve coçar ou espremer a acne. Isso faz aumentar a inflamação e causa cicatrizes na pele. Além disso, potencializa o risco de novas infecções.

Com o intuito de diminuir as manchas hiperpigmentadas, residuais da acne no rosto, use protetor solar oil free, toque seco ou gel. A exposição ao sol, apesar de secar as espinhas, gera obstrução dos poros posteriormente.

Espinhas x Alimentação

A alimentação afeta a saúde da pele (e do corpo todo, né!). E para ter a pele bonita, livre de espinhas, alguns alimentos são fortes aliados.

Como as castanhas e sementes, que são ricas em nutrientes, ajudam controlar a oleosidade da pele e ajudam na cicatrização da pele.

Assim também o alho, que é um potente bactericida e anti-inflamatório, ideal para a redução da acne.

Outros alimentos como cenoura, uva, arroz integral, alcachofra, abacate, melancia, laranja e vegetais verdes devem fazer parte da dieta de quem quer ficar longe das espinhas e cravos.

Por outro lado, laticínios, alimentos ricos em gordura, açúcar e farinha de trigo devem ser fortemente evitados, pois colaboraram para a inflamação na pele.

Beber água é fundamental

Outra dica importante pra quem quer se livrar das espinhas (e investir na saúde como um todo), é beber, pelo menos, 2 litros de água por dia.

A água elimina as toxinas do corpo, mantém a pele hidratada e ajuda na cicatrização.

Por fim, o adolescente deve ser acompanhado por um médico, que irá estipular o melhor tratamento para a acne.

Ter espinha na adolescência é algo muito comum, porém seus efeitos podem alcançar a saúde mental do adolescente, repercutindo seus efeitos negativos na vida adulta.

Máscara facial com dolomita

Para amenizar as espinhas e cravos, temos uma sugestão natural, usada no spa-médico Cevisa (Centro de Vida e Saúde), que é uma máscara facial com dolomita.

A dolomita é uma argila branca e com textura bem fininha rica em cálcio e magnésio. Ela tem ação anti-inflamatória e pode ser encontrada em lojas de produtos naturais.


Essa máscara atenua cicatrizes, olheiras, rugas e manchas. Além disso, reduz o processo inflamatório em caso de acnes e superficializa os cravos.

Como fazer: Prepare uma pastinha lisa de dolomita com água e aplique no rosto com um pincel. Deixe agir por 20 minutos. Retire a máscara com uma toalha úmida em água fria ou lave o rosto em água fria corrente. Por fim, hidrate o rosto com um creme próprio para pele acneica. Para pele oleosas aplique a máscara de 2 a 3x/semana e para pele seca 1x na semana.

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*Artigo supervisionado pelo médico Alexandre Magno, CRM 149.444

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